quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Devaneio nostálgico

A saudade é a maior prova do que o passado valeu a pena.(desconhecido)


Hoje acordei um tanto melancólico, ou melhor, nostálgico; por algum motivo que ignoro lembranças do passado afloraram em minha memória e me apertaram o coração. Como quem folheia um álbum de fotos, sem fotos lembrei-me de minha mocidade na pequena cidade de Salto.
Num flash, lembrei-me dos lugares por onde andei nas idas e vindas da igreja, do trabalho e da escola. Dos pontos de bate-papo, no lanche perto do Shopping, na praça XV, no calçadão. Das viagens para Sorocaba no “Clube dos Roqueiros” (IP Calvário), do frango xadrez.... Tudo isso estava tão presente em minha lembrança que tive a impressão que se abrisse a porta da minha casa (hoje em Limeira) encontraria tudo intacto, como se o tempo tivesse parado.Resolvi dar corda à lembrança, peguei em cima do guarda-roupa uma caixa de fita-cassete e comecei a ouvir: Motification, Detritus, Bride, Sacred Warrior, Tourniquet, Stryper, e como não poderia faltar, o imortal Sangria (Arrependa-se ou morra), hoje símbolos de um tempo gostoso, época de sonhos que se projetavam para um futuro aberto à nossa frente, e embora também nos preocupássemos com o presente (garotas, trabalho, estudo, igreja, etc.) tínhamos o dom de não levá-lo tão a sério. Um tanto temeroso de ir longe demais ousei pegar algumas fotos: acampamentos, shows, festas. Elas me fizeram rir, chorar e pensar; trouxeram-me à memória os grandes amigos: Leandro e Alex (boys), Márcio, Thon, Alex e André Ramos, Alex Taylor, Fernando (Ceará), Dinei e Elvis, Oziel, Alex da Grama e Karina (por onde andam?), Júnior, Neilson e Gordo e tantos outros, o tempo passou, namoros, noivados, casamentos, mudanças, nos distanciamos.
Ao olhar para trás tenho a impressão de que naquele tempo estávamos ocupados demais em viver a vida e sequer percebíamos que ela passava. A vida estava em seu fluxo mais potente e nós que não dávamos conta disso, simplesmente vivíamos. Hoje estamos quase todos casados, alguns com crianças ao seu redor, envolvidos com trabalho, estudo, família e já não temos mais tempo para “vagabundear” e jogar conversa fora, nem fazer disputa de cuspe depois de um copo de garapa.
Paro por aqui, e com um nó na garganta continuo minha jornada no presente me deixando envolver de vez em quando pela saudade de um passado que não volta mais. Sei que tudo o que foi vivido não mais poderá se repetir, pois o tempo fez um trabalho tão bem feito que não é mais possível revivê-lo. Mas quanto aos amigos que há tempos não vejo, se um dia reencontrá-los espero que possa olhar para eles como se o tempo não tivesse passado.
Luciano Borges

sábado, 2 de outubro de 2010

sábado, 25 de setembro de 2010

Diga-me com quem andas...


Desde a meninice aprendemos ser criteriosos na escolha daqueles que formam nosso círculo de amizade, pois as más companhias não são boa opção para pessoas de bem. Embora já bem crescido, quando cheguei a igreja aprendi que deveria abandonar os antigos amigos e renovar meu rol de amizade, pelo motivo que aqueles pertenciam a uma realidade que não era mais a minha, o mundo. Assim, considerando a importância da escolha daqueles que caminham ao nosso lado decidi que:
Não quero andar com pessoas perfeitas, que tenham um alto grau de santidade e que alardeiam para todos suas conquistas morais e espirituais; tais pessoas são extremamente duras com os trôpegos e não poucas vezes medem os outros com um metro injusto e desonesto Não quero andar com pessoas legalistas, que entendem que o único objetivo da vida é obedecer à regras preestabelecidas e inquestionáveis; essas pessoas entendem a vida de modo muito estreito e muitas vezes colocam sobre os ombros dos outros fardos que elas mesma não estão dispostas a carregar. Não quero andar com os fortes, bravos, e inquebrantáveis, pois seu vigor me fará sentir vergonha quando quiser chorar e me deixará acanhado quando sentir a vontade de explodir em risos.
Então, com quem quero andar? Quero andar com gente; gente de carne e osso que sabe que a vida é vivida numa corda bamba, que um pequeno deslize é suficiente para nos esborracharmos no chão, assim não há lugar para a vaidade egoísta. Quero andar com pessoas que nem sempre acertam o alvo e que tem aureola torta, mas perseveram pela estrada da vida, totalmente despidas de soberba. Quero andar com fracos, medrosos e com os que sabem que não chegarão lá com suas próprias forças, e justamente por isso não vivem na neurose de ter que dar certo.
Lembro-me de um ditado popular que diz: “Diga-me com quem andas e direi quem tu és”.

Luciano

terça-feira, 3 de agosto de 2010

sábado, 17 de julho de 2010

Reflexão


"A rigor, todo discurso humano sobre Deus é inadequado. Deus é e permanece o inefável, o indizível. Falar de Deus seria a arte de fazer o indizível tornar-se presente, sem pretender explicá-lo, sem o querer rebaixar ao nível da inteligência humana. Quem melhor pode fazer isto são os poetas..."
Anselm Grun

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Reflexão


O pensamento não nega o "mistério", mas somente a preguiça mental diante dele; não nega a tradição, mas apenas seu congelamento na repetição de um passado morto.

Andrés Torres Queiruga

terça-feira, 13 de abril de 2010

Convite


Discutir a questão da mundanidade não significa introduzir um novo assunto na arena dos debates da igreja cristã evangélica. Uma vez que a problemática mundo-vida cristã sempre ocuparam um lugar tanto na prática como no pensamento cristão, fazer hoje da mundanidade objeto de reflexão é tentar contribuir para entendermos essa dimensão, em busca de uma alternativa saudável para vivenciá-la.
É verdade que a mundanidade se tornou um assunto bastante espinhoso no meio cristão (sobretudo entre os evangélicos) pois, de um lado, o espiritual foi revestido de um valor superior ao material (influência do platonismo que marcou o Ocidente) e de outro, as interpretações bíblicas do termo mundo não conseguiram avançar para além dos preconceitos antecipadamente enraizados na mentalidade de muitos interpretes, resultando numa pratica na qual o mundo é sempre visto com desconfiança e muitas vezes como ameaça a fé.
Nosso objetivo com o encontro “Conversa com quem gosta de pensar - mundanidade e vida cristã” é problematizar a visão sedimentada, que vê a vida cristã em franca oposição ao mundo, legitimando um estereotipo de cristão extremamente estreito e reduzindo o cristianismo a uma religião do “não pode”.
Teremos como palestrantes principais, Silas Luiz de Souza (pastor presbiteriano, licenciado em história, Mestre em Ciências da religião, professor no Seminário Presbiteriano do Sul e na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Escritor do livro: Pensamento social e político no protestantismo brasileiro) e Leandro Thomaz de Almeida (pastor presbiteriano, formado em Letras pela UNICAMP, onde também fez o Mestrado, atualmente no Doutorado estuda as relações entre romance e moralidade na literatura naturalista brasileira).

Dias: 16 e 17 de abril
Local: Igreja Presbiteriana Bethel
R: Cônego Cipriano de Souza Oliveira, 374 - Jd. Montezuma - Limeira